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Diverticulite - Sintomas e tratamentos

A diverticulite é uma doença comum e estima-se que cerca 1/3 das pessoas na fase adulta contraia diverticulose assintomática (sem a presença dos principais sintomas.)

Apesar de apenas uma percentagem daqueles que têm divertículos no cólon apresentarem sintomas e complicações, é importante conhecer o que motiva o aparecimento desta doença, os seus sintomas, e quais os tratamentos associados.

Para terminar saiba qual a dieta recomendável para quem sofre de diverticulite, nomeadamente quais os alimentos a privilegiar e a evitar.

O que é a diverticulite? 

Primeiramente, é pertinente fazer a distinção de alguns termos que, apesar de serem similares representam coisas distintas.

O que são divertículos? Habitualmente localizados no colon sigmoide ou no cólon esquerdo, os divertículos são pequenas bolsas que se formam na parede do intestino grosso. 

A presença de múltiplos divertículos designa-se por diverticulose. Por sua vez, a diverticulite (tema principal deste artigo) representa a inflamação desses mesmos divertículos.

Ambos são uma condição digestiva que afetam o intestino grosso (cólon), mas apenas 20% das pessoas que têm divertículos apresentam sintomas e complicações associadas à inflamação intestinal, culminando em diverticulite.

É expectável que a diverticulose do cólon afete cerca de 50% da população nos países desenvolvidos pelos 60 anos e quase toda pelos 80 anos. Nos países Africanos, por exemplo, a incidência desta doença do colon é muito reduzida devido à dieta rica em fibras. Mais à frente explicamos porquê.

Saiba ainda que a diverticulite pode matar. Alguns estudos indicam que o número anual de mortes na Europa por complicações de diverticulose é de cerca de 23.600.

Quais os sintomas de diverticulite? 

diverticulite sintomas

Como já foi mencionado, os divertículos habitualmente não estão associados a sintomas, e a maior parte dos doentes não apresentam queixas durante toda a vida.

Contudo, quando se desencadeia um processo inflamatório nos divertículos, alguns sintomas e complicações surgirão, tais como, dor abdominal (geralmente no lado esquerdo do estômago), que pode ser leve e esporádica ou crónica e constante. 

Para além da dor,  poderão ocorrer outros sintomas:

Perante estes sintomas é altamente recomendável que visite o seu médico. Muitos destes sintomas são semelhantes aos sintomas da síndrome do intestino irritável e apenas um médico especialista poderá fazer o diagnóstico mais correto.

Complicações associadas à diverticulite:

Cerca de 20% das pessoas com diverticulite aguda desenvolvem outras complicações, tais como:

  • A perfuração do cólon é uma complicação grave da diverticulite, que acontece em casos avançados, ou que não foram tratados corretamente, causando inflamação abdominal devido às fezes que podem contaminar a região intestinal.
  • A diverticulite, tal como a colite ulcerosa, são ambas doenças  intestinais inflamatórias e fatores de risco para o desenvolvimento de fístulas, isto é, uma ferida que se forma entre o final do intestino e o ânus.  
  • A Peritonite que consiste na inflamação do peritónio, uma membrana que reveste a parede abdominal. Esta, requer cuidados médicos o mais rapidamente possível.
  • Um abcesso intestinal, que surge quando há acumulação de pus nas pequenas bolsas que se formam na parede do cólon.

Quais os fatores de risco para a diverticulite? 

Os médicos ainda não descobriram uma causa exata para explicar a origem da diverticulite.

Contudo, os especialistas concordam que são vários os fatores de risco que podem levar à diverticulite:

  • Uma dieta pobre em fibras: Uma alimentação desprovida de fibras é considerada há muito tempo como um fator de risco, contudo as pesquisas realizadas ao longo do tempo demonstraram resultados conflituantes. No entanto, a ausência de fibras na dieta alimentar ainda é considerado pela maioria como um dos principais impulsionadores da doença diverticular.
  • Hereditariedade: A diverticulite tem um elo hereditário. Um estudo de irmãos e gêmeos propôs que mais de 50% do risco potencial de doença diverticular vem da genética.
  • Obesidade: Pesquisas mostraram que a obesidade aumenta o risco de diverticulite.
  • Falta de exercício físico: Várias pesquisas sugerem que o exercício físico reduz o risco de doença diverticular. Pessoas que se exercitam menos de 30 minutos por dia parecem ter risco aumentado.
  • Tabagismo: O tabagismo aumenta o risco de doença diverticular sintomática.
  • Certos medicamentos: O uso regular de aspirina e outros anti-inflamatórios podem aumentar o risco de diverticulite. O uso de opiáceos e esteroides parece aumentar o risco de perfuração, uma complicação grave da diverticulite.
  • Falta de vitamina D: Estudos demonstram que a carência de vitamina D agrava os sintomas de diverticulite.
  • Idade e género: Em pessoas com idade inferior a 50 anos, a diverticulite é ligeiramente mais comum nos homens. Em pessoas com mais de 50 anos é mais comum em mulheres.


Tratamento diverticulite 

Diverticulite – Dieta

diverticulite dieta

Está-se a interrogar sobre o que pode comer se sofre de diverticulite? Durante uma fase aguda dos primeiros sintomas de diverticulite é importante fazer uma limpeza ao sistema digestivo. É provável que o médico recomende uma dieta especial para dar ao sistema digestivo a oportunidade de “relaxar”.

Inicialmente, apenas líquidos são permitidos e incluem água e gelatina.

Quando os sintomas de diverticulite diminuirem pode passar para o estágio dois da dieta de diverticulite e introduzir alimentos facilmente digeríveis como frutas e verduras raladas e cozidas a vapor. Cenouras, beterrabas, uvas, maçãs, alface e agrião podem ser adicionadas à sua dieta durante esta fase, pois fornecerão vários nutrientes para o seu organismo. 

Com o alívio dos sintomas, pode começar a incluir alimentos ricos em fibras. Apesar dos resultados contraditórios, a Universidade de Oxford afirma que a fibra reduz o risco de doença diverticular. 

Desse modo, nos primeiros dias do estágio três, introduza gradualmente alimentos ricos em fibras, adicionando apenas um novo alimento a cada três ou quatro dias.

À medida que o seu corpo se começa a adaptar à introdução da fibra à sua dieta alimentar, comece a consumir cerca de 25 a 35 gramas de fibra por dia para ajudar a evitar possíveis surtos enquanto o seu sistema digestivo está a sarar. 

Adicione algumas batatas, batata doce, arroz, e de seguida experimente lentamente alguns grãos, como a aveia ou a lentilha. Para além disso ainda existem alguns suplementos bastante úteis para incorporar no seu dia-a-dia.

Suplementos para ajudar na dieta

Cascas de psílio: O facto do dia-a-dia ser muito exigente é muitas vezes a causa de dietas pobres em fibras. Se for uma destas pessoas, então deveria pensar em tomar Cascas de Psílio Orgânicas, pois são uma excelente fonte de fibra solúvel que ajudarão a prevenir o aparecimento de diverticulite.

Probióticos: Os probióticos são bactérias benéficas que ingerimos e que se encontram presentes no nosso intestino, contribuindo para a melhoria do balanço microbiano intestinal. Este balanço facilita a digestão, a absorção de nutrientes e o fortalecimento do sistema imunológico, ajudando no combate a infeções. Os probióticos são, portanto, bactérias vivas que reabastecem o microbioma.

Raiz de alcaçuz: A raiz de alcaçuz reduz os níveis de ácido do estômago, alivia a azia e atua como um laxante suave para ajudar a limpar o cólon de resíduos. 

Mudanças no estilo de vida

São várias as mudanças que deve fazer no seu dia-a-dia para potenciar os resultados da dieta alimentar. A diverticulite requer mais do que apenas uma dieta exemplar e suplementos para ser eliminada. É essencial mastigar bem cada porção de comida até que esteja quase desfeita - quanto melhor mastigar a comida mais eficazmente os nutrientes serão absorvidos.

Para além disso, estudos médicos mostram que a combinação de atividade física e dietas ricas em fibras ajudam a prevenir a doença diverticular - correr e caminhar diariamente ajuda a aliviar os sintomas e reduzir os surtos de diverticulite. 

A saúde psicológica é parte integrante do bem-estar de qualquer pessoa. O cérebro e o intestino estão intimamente ligados por fibras nervosas que controlam o funcionamento automático da musculatura intestinal. Como tal, a diminuição do stress e da ansiedade contribui para uma menor frequência e a gravidade dos sintomas, interferindo beneficamente nos doentes.

Além disso, a posição de cócoras desempenha um papel determinante nos processos de evacuação e de esvaziamento completo do intestino por uma simples razão: na posição de cócoras, o músculo puborretal (responsável pela continência intestinal humana)  relaxa totalmente permitindo assim uma evacuação sem esforço, mais rápida e completa.

A ideia não é deixar de evacuar no conforto da sua casa de banho e sanita e passar a fazê-lo na natureza. O Natural Throne é um dispositivo, que lhe permite evacuar na única postura natural e saudável para o ser humano, a posição de cócoras, mesmo estando sentado na sua sanita.

Cirurgia 

Em casos raros, a cirurgia pode ser necessária para tratar complicações graves da diverticulite. A cirurgia geralmente envolve a remoção da seção afetada do intestino grosso e é conhecida como colectomia. Este é o tratamento para complicações raras, como fístulas, peritonite ou um bloqueio intestinal.

Após a cirurgia é expectável que passe entre dois a sete dias no hospital a recuperar. Posto isso os médicos aconselhá-lo-ão sobre os procedimentos recomendáveis a ter para voltar à normalidade.

Como é diagnosticada a diverticulite? 

diverticulite tratamento

O diagnóstico da diverticulite é feito através de:

  • Informações sobre o seu histórico médico completo, incluindo condições pré-existentes e fatores de risco.
  • Exame ao seu abdómen para verificar a sensibilidade de certas áreas.
  • Um exame retal para verificar se há sangue nas fezes.
  • Um exame de sangue para verificar os glóbulos brancos e determinar se tem uma infeção.
  • Um teste de diagnóstico para obter uma imagem do seu cólon e determinar se os divertículos estão presentes e se os mesmos estão ou não inflamados/infetados.

Os testes mais comuns utilizados para diagnosticar diverticulite são:

  1. Tomografia Computadorizada: Uma tomografia computadorizada usa raios X e tecnologia de computador para criar imagens tridimensionais do cólon. É o teste mais utilizado para confirmar o diagnóstico de diverticulite.
  2. Raio-X abdominal:  Durante este teste, o seu médico usará imagens do seu abdómen para diagnosticar diverticulite.
  3. Enema de bário:  Um enema de bário é outro tipo de exame de raio-X no qual um líquido (elemento químico - bário) é injetado no cólon permitindo captar uma imagem exata do seu cólon.
  4. Colonoscopia: Durante uma colonoscopia, um tubo longo e flexível é inserido no reto com uma câmara de vídeo na ponta. A câmara permite que os médicos visualizem o interior do cólon e determinem se os divertículos estão presentes no cólon, e se estão inflamados ou infetados.
  5. Ultra - sonografia e ressonância magnética (MRI) : Estes testes também podem ser usados no diagnóstico de diverticulite, embora sejam menos comuns devido ao custo elevado.

Por fim recorde-se que os hábitos de alimentação saudável, uma postura de evacuação correta, a prática de exercício físico e outras recomendações que leu neste artigo são práticas que deverá adotar para controlar os indícios da presença da diverticulite.

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